O que causa refluxo gastroesofágico? Sintomas e cuidados

O retorno de conteúdo gástrico é uma condição comum em adultos. No Brasil, afeta 12% da população, aproximadamente, 20 milhões de pessoas1. Porém, o que causa refluxo?

Muitas pessoas convivem com os sintomas, mas sequer associam ao problema, que pode danificar o esôfago, a faringe e até o trato respiratório2.

Quando surgem sintomas ou lesões frequentes nessas áreas, o quadro ganha a classificação oficial de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

Continue no artigo e entenda o que é, o que causa uma crise de refluxo e sintomas, além de dicas de autocuidado para controlar e prevenir problemas gástricos e quando procurar um médico.

Resumo:

  • O refluxo gastroesofágico é uma condição na qual o ácido estomacal flui repetidamente de volta para o esôfago, tubo que conecta a boca e o estômago3.
  • O que causa refluxo ainda é desconhecido, mas pessoas com anormalidades motoras e alterações anatômicas tendem a desenvolver a doença3.
  • Os principais sintomas do quadro são: regurgitação ácida, azia, queimação e amargor na boca1.

Boa leitura!

O que é refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico é uma condição que se desenvolve quando existe retorno de conteúdo estomacal (rico em ácido e bile) para o esôfago, o que pode causar inflamação e dores na parte inferior do tórax. A condição se apresenta como doença do refluxo não erosiva ou esofagite erosiva3,4.

Uma pesquisa realizada no Brasil, com 1773 entrevistados, 28% têm algum sintoma de refluxo, mas não ligam os episódios à doença, e 60% desconhecem a condição5.

Esse desconhecimento aumenta o risco de não tratamento e, em longo prazo, lesões leves evoluem para moderadas ou graves, o que causa o estreitamento do esôfago e até câncer nessa região, em casos avançados4.

Leia também >>> O que é esofagite e o que fazer para aliviar os seus sintomas?

O que causa refluxo?

Atualmente, não existe nenhuma causa conhecida para explicar o desenvolvimento do refluxo gastroesofágico. Os fatores de risco levantados e associados à doença têm relação com anormalidades motoras3. Veja o que causa uma crise de refluxo:

  1. dismotilidade esofágica (altera as contrações do esôfago, o que causa dificuldade para engolir e regurgitação)3;
  2. comprometimento do tônus ​​do esfíncter esofágico inferior (EEI)3;
  3. relaxamento transitório do EEI (dura de 5 a 35 segundos e acontece pela distensão da parte superior do estômago por alimento ou gás)1,3;
  4. demora do esvaziamento gástrico3.

Alterações anatômicas, como hérnia de hiato e excesso de peso (aumenta a pressão intra-abdominal), aumentam o risco de desenvolver refluxo3.

Diversos estudos associaram outros fatores de risco ao que causa refluxo e os principais são:

  1. idade maior que 50 anos3;
  2. baixa posição socioeconômica3;
  3. uso de tabaco3;
  4. consumo excessivo de álcool3;
  5. gravidez3;
  6. deitar-se após a refeição3;
  7. diferentes categorias de medicamentos (anticolinérgicos, benzodiazepínicos, AINEs ou aspirina, bloqueadores dos canais de cálcio, antidepressivos)3.

O médico investiga a causa com base na avaliação dos sintomas que o paciente apresenta. Confira a seguir os principais sinais da DRGE.

Quais são os sintomas do refluxo?

Os principais sintomas do refluxo são:

  • regurgitação ácida1;
  • azia (mais de uma vez na semana)1;
  • amargor na boca1;
  • queimação1.

Quando o retorno do conteúdo gástrico chega até a boca, outros sintomas são dor ou sensação de nó na garganta, rouquidão e tosse. Pessoas com azia crônica desenvolvem disfagia (dificuldade de engolir)4.

A principal complicação do refluxo é a inflamação do esôfago, o que causa esofagite ou esofagite erosiva (com úlceras), devido ao contato frequente com o ácido estomacal. Nesses quadros, os sintomas são intensos e desconfortáveis4.

9 dicas de autocuidados para refluxo

A prevenção e controle do que causa refluxo e seus sintomas dependem de mudanças nos hábitos para eliminar os gatilhos da rotina.

Confira as nove dicas de autocuidados para refluxo e outros problemas gástricos que ajudam a reduzir a frequência dos sintomas:

  1. Manter um peso saudável: o excesso de gordura pressiona o abdômen e empurra o estômago para cima, o que causa refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago6.
  2. Pare de fumar: o cigarro diminui a capacidade do esfíncter esofágico inferior de funcionar corretamente, um fator de risco para o aparecimento do refluxo e azia6.
  3. Eleve a cabeceira da cama: pessoas que sentem azia ao deitar precisam elevar a cabeceira de 15 a 23 cm. Se for possível subir a cama, coloque blocos de madeira ou cimento entre o colchão e o estrado para elevar o corpo da cintura para cima. Elevar a cabeça com travesseiros extra não é uma solução eficaz6.
  4. Deite virado para o lado esquerdo: no começo da noite, deite-se virado para a esquerda, pois a posição ajudará a diminuir a probabilidade de refluxo6.
  5. Não se deite logo após uma refeição: a recomendação é aguardar, no mínimo, três horas após comer para se deitar ou reclinar6.
  6. Coma devagar e mastigue bem os alimentos: abaixe o garfo após cada mordida, pegue-o novamente após mastigar e engolir com calma a primeira porção. A pressa é inimiga da boa digestão6.
  7. Não consuma alimentos e bebidas que desencadeiam o refluxo: os gatilhos alimentares mais comuns incluem álcool, chocolate, refrigerantes, cafeína, alimentos gordurosos, industrializados (ricos em açúcar e gordura saturada)6.
  8. Priorize comidas e preparações saudáveis: gorduras boas, temperos leves, vegetais cozidos, frutas (maçã, pera, banana) e berries (morango, cereja, framboesa e amora)6.
  9. Não use roupas justas: peças apertadas na cintura pressionam o abdômen e o esfíncter esofágico inferior, principalmente após as refeições. Use peças confortáveis e na numeração adequada6.

Quando procurar um médico?

Geralmente, a persistência dos sintomas e os desconfortos causados são os principais motivos para procurar um médico e investigar o que causa o refluxo. Por isso, é fundamental não negligenciar esses fatores.

Há casos em que o tratamento começa antes mesmo dos exames típicos para confirmar o diagnóstico da doença. Porém, quando o médico suspeita de outras doenças conjuntas, pede exames, como endoscopia (com ou sem biópsia) ou pHmetria esofágica4.

As primeiras mudanças são na alimentação e nos hábitos gatilhos que o paciente tenha. O objetivo é aliviar os sintomas, cicatrizar lesões existentes e prevenir as complicações da DRGE4.

O tratamento envolve remédios que auxiliam no controle do refluxo, por exemplo, inibidores de bomba de prótons (IBP), antagonistas dos receptores H2 da histamina, procinéticos e antiácidos4.

Estomazil faz parte da última categoria e tem eficácia comprovada no alívio dos sintomas do refluxo no alívio dos sistemas de má digestão, mal-estar e tratamento da azia. Sua fórmula contém bicarbonato de sódio, substância facilmente absorvida, que neutraliza rapidamente a acidez do estômago7.

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Estomazil. bicarbonato de sódio, carbonato de sódio e ácido cítrico. Indicações: alívio da azia, má-digestão e mal-estar, medicação antiácida. MS 1.7817.0039. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Dezembro/2024.

1. Henry MAC de A. Diagnosis and management of gastroesophageal reflux disease. ABCD Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo). 2014 Sep;27(3):210–5. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abcd/a/ypHKhPWMST8F97KFQFpqQBv/?lang=pt. Acesso em dezembro/2024.


2. John Hopkins Medicine. Gastroesophageal Reflux Disease (GERD) [Internet]. John Hopkins Medicine. 2019. Disponível em: https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/gastroesophageal-reflux-disease-gerd. Acesso em dezembro/2024.


3. Antunes C, Curtis SA, Aleem A. Gastroesophageal reflux disease [Internet]. National Library of Medicine. StatPearls Publishing; 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK441938/. Acesso em dezembro/2024.


4. Kristle Lee Lynch. Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) [Internet]. Manual MSD Versão Saúde para a Família. Manuais MSD; 2022. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-digestivos/dist%C3%BArbios-esof%C3%A1gicos-e-de-degluti%C3%A7%C3%A3o/doen%C3%A7a-do-refluxo-gastroesof%C3%A1gico-drge. Acesso em dezembro/2024.


5. Quase 30% dos brasileiros podem ter doença do refluxo e não saber [Internet]. Estadão. 2019. Disponível em: https://www.estadao.com.br/emais/bem-estar/quase-30-dos-brasileiros-podem-ter-doenca-do-refluxo-e-nao-saber/. Acesso em dezembro/2024.


6. Mayo Clinic. Gastroesophageal reflux disease (GERD) - Diagnosis and treatment - Mayo Clinic [Internet]. Mayoclinic.org. 2023. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/gerd/diagnosis-treatment/drc-20361959. Acesso em dezembro/2024.


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